
Tem coisas que me assustam. Uma delas é ler análises em jornais internacionais sobre o Brasil. A última delas foi ler uma “Análise sobre os Brics e a democracia”, no parisiense Le Monde. Para tentar criar relações além da econômica entre esses países (Brasil, Rússia, Índia e China), o cronista Françoise Lazare resolve generalizar a situação política do grupo e desdemocratizar o Brasil, o qual avalia ter uma regime “falho”.
Não sou especialista em Brics, mas a China todos sabem ser uma ditadura (das sanguinárias), a Rússia está bem próxima disso depois de oito anos sobre Putin e Índia não parece muito melhor. Ou seja, nenhuma delas está nem próxima da democracia brasileira, onde nos últimos 20 anos um presidente foi deposto, dois reeleitos e a liberdade de expressão é razoávelmente universal. Mas um detalhe, os RIC (do Bric) estão todos na Ásia e fazem fronteira entre si (Rússia com China, e a China com a Índia).
Mas, no final, Lazare está perdoado porque mostra não fazer idéia sobre oque escreve. Sua avaliação ao Brasil para mostrar o lapso democrático é que “permanece marcado pelas desigualdades insolentes entre ricos e pobres”. Okay. Isso é um desafio social e econômico, mas não institucionalmente democrático, mas é principalmente leviano para ser a base de comparação da segunda maior democracia do mundo com esses outros países.
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