
O etanol brasileiro pode ser o grande campeão, nos Estados Unidos, da crise dos alimentos e da alta do preço do petróleo. Já correm pelo Congresso iniciativas para reduzir ou até mesmo suspender – por tempo determinado – a sobretaxa de US$ 0,54 por cada galão verde e amarelo que entra nos EUA. Alguns querem que a tarifa seja reduzida para US$ 0,45 para assim igualar-se nonimalmente ao subsídio dado pelo Governo Americano ao nada eficiente biocombustível feito de Milho (do qual, a terra do Tio Sam é maior produtor e consumidor global). A outra proposta é a suspensão para tentar aliviar a alta da gasolina (que tem adição de 10% de etanol por aqui) e devido a quebra de safra do milho causados pelas enchentes no sul do país.
O senador republicano Richard Lugar (Indiana) quer que o presidente George Bush aproveite a reunião do G8, de 7 a 9 de julho, para “demonstrar liderança e suspender a tarifa sobre o álcool brasileiro”. Se acatar o pedido do parlamentar, Bush poderá comunicar diretamente ao presidente Luis Inácio Lula da Silva, que participa do encontro no Japão.
A mudança na tributação, temporária ou definitivamente, também são defendidas no Senado pelos democratas Dianne Feinstein (Califórnia) e Maria Cantwell (Washington) e o republicano Judd Gregg (New Hampshire). Como já comentamos, o maior defensor do etanol do Brasil é o candidato republicano John McCain, que quer zerar a sobretaxa – oque consta inclusive no proposta para o plano de governo.
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