A Budweiser é nossa!

Apartir desta segunda-feira vou tomar Budweiser aqui nos Eua com um gostinho especial. A compra da controladora da marca, Anheuser-Busch, pela belgo-brasileira InBev foi confirmada nesta segunda-feira, 14, por US$ 52 bilhões e de quebra se tornou a maior empresa de cervejas do mundo. A multinacional presente em 130 países foi formada pela fusão da brasileira Ambev com a InterBrew, mas é comandada por um grupos de brasileiros, liderados por Carlos Britto, mas no exterior é considera simplesmente belga. Até hoje não entendi essa fusão, mas o importante é que a Bud é nossa!!

Lapso democrático de analista

Tem coisas que me assustam. Uma delas é ler análises em jornais internacionais sobre o Brasil. A última delas foi ler uma “Análise sobre os Brics e a democracia”, no parisiense Le Monde. Para tentar criar relações além da econômica entre esses países (Brasil, Rússia, Índia e China), o cronista Françoise Lazare resolve generalizar a situação política do grupo e desdemocratizar o Brasil, o qual avalia ter uma regime “falho”.

Não sou especialista em Brics, mas a China todos sabem ser uma ditadura (das sanguinárias), a Rússia está bem próxima disso depois de oito anos sobre Putin e Índia não parece muito melhor. Ou seja, nenhuma delas está nem próxima da democracia brasileira, onde nos últimos 20 anos um presidente foi deposto, dois reeleitos e a liberdade de expressão é razoávelmente universal. Mas um detalhe, os RIC (do Bric) estão todos na Ásia e fazem fronteira entre si (Rússia com China, e a China com a Índia).

Mas, no final, Lazare está perdoado porque mostra não fazer idéia sobre oque escreve. Sua avaliação ao Brasil para mostrar o lapso democrático é que “permanece marcado pelas desigualdades insolentes entre ricos e pobres”. Okay. Isso é um desafio social e econômico, mas não institucionalmente democrático, mas é principalmente leviano para ser a base de comparação da segunda maior democracia do mundo com esses outros países.

Vergonha é Obama presidente

Se você ainda acha que Barack Obama é a melhor opção para ser presidente dos Estados Unidos, gostaria que reconsiderasse com o que vou relatar a seguir. O senador por Illionois classificou a possível venda da Budweiser ao grupo belgo-brasileiro InBev como uma “vergonha” durante visita nesta segunda-feira, 7, a sede da empresa em St. Louis, no Missouri . É claro, que ser brasileiro conta negativamente neste texto, mas vai muito além disso. Mostra o nível de provincialismo do democrata e - para quem têm visão crítica suficiente - abre também uma janela para mostrar como ele vai comandar a Casa Branca. Como declara publicamente, vai manter, ou até aumentar, subsídios e - porque não - criar mais barreiras para proteger o mercado interno americano. Já foi claro que vai ser assim com o Etanol Brasileiro. A verdade é que isso seria aceitável para muitos lugares do mundo, mas não para os EUA, que espalha suas marcar pelo mundo afora e que tem um PIB quatro vezes superior ao segundo colocado (que é o Japão). Protecionismo e populismo não combinam com a natureza americana.

Voltando a Budweiser, que recebeu uma oferta não-solicitada dos brasileiros, o virtual candidato negro disse que a Anheuser-Busch (que fabrica a Bud) deveria ser comprada, se fosse o caso, por outro conglomerado americano. A frase dele foi: “Eu acho que seria uma vergonha se a Bud fosse de um proprietário estrangeiro”. Eu acho uma vergonha ter um presidente com comportamento xenofóbico, prepotente e despreparado. Concordo com oque disse Bill Clinton antes de Hillary Clinton, sua esposa, ser vencida pelo senador de Illionois para indicação do partido: “Obama é um risco”.

Só para convidados

Protesto

Começou nesta segunda-feira, 7, começa a reunião dos bam bam bam do G8 (Oito mais mais INDUSTRIALIZADOS do mundo). Na pauta, os criadores devem discutir as suas criaturas: a escalada dos preços dos alimentos e do petróleo - uma parcialmente parte da outra - e as mudanças climáticas com a Rodada de Doha. Vai ser muita conversa, e pouco resultado.

O petróleo é uma das principais preocupações dos Estados Unidos (entre 4 de julho de 2007 e de 2008, o preço passou de US$ 3,15 para US$ 4,15), mas a imprensa local ainda culpa a alta pela falta de produção. Completa besteira. O motivo dessa escalada são os especuladores - majoritariamente americanos - que descobriram a commodity como uma fonte fácil de dinheiro. Só para completar, daí vêm representante besta de Banco da União Európeia é diz que não como controlar a produção mundial, pela negativa dos membros da Opep em aumentar a oferta.

A Crise dos Alimentos é outra criada pelos ricos. Mais uma vez os capitaneados pelo presidente George Bush e seu biocombustível feito de milho, que é acusado de aumentar o preço dos alimentos em até 75%. O problema é que a demanda é enorme (o etanol é misturado a 10% a gasolina), a produtividade é pouca e por isso os subsídios são extratosféricos. Para se ter uma idéia, o milho americano é tão barato que acabou com a produção mexicana e de outros países central-americanos, que não podendo competir simplesmente pararam de produzir. Isso só falando do milho. Já a Europa, berço da maioria dos países e observadora do encontro com a UE, não cede nem subsídios, nem nas barreiras impostas aos produtores emergentes. Sem competitividade para exportar, muitos países perdem seu potêncial de produzir por não ter para condições de vender.O resultado está nas gôndolas dos supermercados.

A Rodada de Doha eu me nego a comentar. Os Eua sempre foram os mais irresponsáveis (e não pense que o novo presidente, seja Obama ou McCain, vão melhorar muito isso) e se negam a se comprometer com a redução dos Gases do Efeito Estufa. Lembre-se que os nossos irmãos norte-americanos, apesar de não se comprometerem com nada, são os primeiros a defender intervenções internacionais na Amazônia. Eu digo que em algumas décadas se conseguirem “comprovar” através da CIA que o Governo verde-e-amarelo têm qualquer problema é o novo Iraque. Falando em Brasil, no último dia os líderes G5, os emergentes Brasil, India, China, México e Africa do Sul são os convidados. Ainda nesta segunda, 7, Eua e Itália se oposurem a integrar essas nações emergentes ao G8.

Depois da tempestade, a bonança para o Etanol

A “tempestade” que quer varrer o etanol, acusado pela alta mundial do preços dos alimentos, ainda esta aí, mas o tempo parece ter melhorado e muito para àquele feito no Brasil de Cana-de-Açucar. Segundo matéria publicada pelo jornal britânico “The Guardian”, nesta sexta-feira (4), os biocombustíveis “causaram o aumento dos preços mundiais dos alimentos em 75%, de acordo com levantamentos do Banco Mundial”. A ressalva fica mais embaixo, que a produção brasileira não tem impacto tão dramático.

A situação é pertinente para o presidente Lula que, entre os dias 7 e 9, participa da reunião do G8 e tem entre suas principais metas a defesa do Alcóol combustível brasileiro e o clamor por avanços na Rodada de Doha. A bem verdade é que se vencida essa recente batalha, essa “Era do Etanol” pode ser um dos grandes marcos dos oito anos do Petista no Governo. Durante a cúpula, o presidente dos Eua George Bush pode anunciar a suspensão ou redução da sobretaxa cobrada para o biocombustível vindo dos canavais brasileiros.

Ainda segundo o estudo citado pelo “The Guardian, a inflação mundial dos alimentos foi de 140% entre 2002 e fevereiro deste ano. A alta dos preços de energia e fertilizantes foram responsáveis pelo aumento por outors 15% dos preços dos alimentos.

Hoje resolvi trazer uma tabela de comparação entre os etanóis feitos aqui nos Eua e no Brasil:

Característica Flag of Brazil Brasil Flag of the United States EUA Unidades/comentários
Matéria-prima Cana Milho
Produção Total (2007) 5,019.2 6,498.6 Milhões de galões americanos
Área total agriculturável 355 270 Milhões de hectares
Área usada para etanol 3.6 (1%) 10 (3.7%) Milhões de hectares (% total arável)
Produtividade 7,500 3,000 Litros por hectare
Redução de gases do efeito estufa 86-90% 10-30% % de redução usando etanol ao invés de gasolina
Postos com Etanol 33,000 (100%) 873 (0,5%) Número de postos de combustíveis e porcetagem do total
Etanol no setor de transporte 20% 3.6% Com base no ano de 2006
Custo de produção (USD/galão) 0.83 1.14 2006/2007 para o Brasil (22¢/litro), 2004 para os EUA (35¢/litro)
Subsídio (em USD) 0 0.51/galão Valor do incentivo desde abril de 2008
Tarifa de importação (em USD) 0 0.54/galão EUA importou 932 milhões de litros em 2007do Brasil

Pérolas de Inglês…

Rodando por ai, encontrei o site “Pérolas do Orkut” e resolvi reproduzir aqui no blog um dos maiores assassinatos que já vi da língua inglesa. Se não é uma piada, parabéns para o cara que escreveu isso por admitir sua completa e total ignorância sobre a língua.

perola de ingles

Etanol brasileiro… para salvar os Estados Unidos

Bush e Lula na Petrobras

O etanol brasileiro pode ser o grande campeão, nos Estados Unidos, da crise dos alimentos e da alta do preço do petróleo. Já correm pelo Congresso iniciativas para reduzir ou até mesmo suspender - por tempo determinado - a sobretaxa de US$ 0,54 por cada galão verde e amarelo que entra nos EUA. Alguns querem que a tarifa seja reduzida para US$ 0,45 para assim igualar-se nonimalmente ao subsídio dado pelo Governo Americano ao nada eficiente biocombustível feito de Milho (do qual, a terra do Tio Sam é maior produtor e consumidor global). A outra proposta é a suspensão para tentar aliviar a alta da gasolina (que tem adição de 10% de etanol por aqui) e devido a quebra de safra do milho causados pelas enchentes no sul do país.

O senador republicano Richard Lugar (Indiana) quer que o presidente George Bush aproveite a reunião do G8, de 7 a 9 de julho, para “demonstrar liderança e suspender a tarifa sobre o álcool brasileiro”. Se acatar o pedido do parlamentar, Bush poderá comunicar diretamente ao presidente Luis Inácio Lula da Silva, que participa do encontro no Japão.

A mudança na tributação, temporária ou definitivamente, também são defendidas no Senado pelos democratas Dianne Feinstein (Califórnia) e Maria Cantwell (Washington) e o republicano Judd Gregg (New Hampshire). Como já comentamos, o maior defensor do etanol do Brasil é o candidato republicano John McCain, que quer zerar a sobretaxa - oque consta inclusive no proposta para o plano de governo.

País mais feliz do mundo

Copenhagen

Quando se pensa em felicidade, qual seria o primeiro país que vem a sua cabeça? O próprio Brasil, talvez a Espanha ou o México. Nenhum deles está nem sequer na lista dos 10 primeiros. A nação mais feliz do mundo é a Dinamarca (foto), com sua democracia monárquica e igualdade social. Há se meus antepassados soubessem disso há mais de cem anos, antes de migrar desse país europeu para o Brasil. Em segundo ‘feliz’ está Porto Rico, seguido por Colômbia, Islândia (?) e Irlanda do Norte.

Na lista, o “país da alegria” Brasil aparece só em 30º. lugar, depois de países como México (18º.), Venezuela (23º.), Trinidad (24º.) e Nigéria (29º.). A infelicidade do povo brasileiro deve ser com a seleção de futebol e seus recentes vexames (como empatar com a Argentina, ainda aceitável, e perder por 2 à 0 contra o Paraguai). Felizmente a Argentina (32º.) não está antes do Brasil e o Paraguai nem aparece na pesquisa.

zimbabueOs cinco mais infelizes (com notas negativas) são Zimbabué (o grande campeão ao inverso, na foto), Armênia, Moldávia, Bielorrussia e Ucrânia.

Clique Aqui para ver a lista completa dos países mais e menos felizes do mundo.

A Pesquisa de Valores Mundiais foi divulgada nesta terça-feira, 1 de junho, pela Rede Mundial de Cientistas Sociais, que realizou o estudo entrevistando 350.000 pessoas em todo o mundo.

‘Recessão’ Americana

A crise americana é cada vez mais real, mas a verdadeira “recessão” ainda está longe. Os americanos estão assustados pelo efeito em dominó causado pela retração do consumismo. Segundo dados recentes, a rede varejista Wal-Mart não sentiu a queda das vendas em alimentos e materias de primeiras necessidades, mas em artigos ’supérfluos” como eletrônicos e utensílios para camping. Ou seja, as pessoas estão suspendendo um dos maiores ‘hobbies’ por aqui: o consumir só para gastar. Esse comportamento é ilustrado pelas Trift Stores (mega brechós com roupa, livros, brinquedos e tudo mais usado por preços quase sempre abaixo de US$ 10), onde os compradores quase sempre não precisam de nada que estão comprando, mas não se incomodam por ser uma ‘barganha’.

Starbucks

Com a luz vermelha piscando na cabine, as vítimas surgem: a rede de cafeterias Starbucks anunciou nesta terça-feira (1) que pretende fechar 600 lojas dentro dos EUA (ainda vão sobrar umas 4.400), a queda da venda de automóveis novos chegou a 18% em junho (em relação ao mesmo mês do ano anterior). Nos últimos meses, outras grandes redes também anunciaram fechamento de filiais: Disney Store (vai fechar 98 lojas), Sprint Celular (125), Dell Computadores (140), Joalheria Zales (105), Home Depot (15), Macy’s (9). Além de milhares de pequenas e médias empresas que suspenderam investimentos e contratações.

A verdade é que o americano com horas cortadas no trabalho ou com a dívida do carro e/ou da casa está com o orçamento esmagado, o que leva mesmo os que não tem esses gastos extras e bem empregados (com o mesmo salário de um ano atrás) a ficarem receosos e economizarem. Algo que assusta - e nada tem a ver com a crise subprime - é o aumento mais de 100% da gasolinas nos últimos 18 meses. Especialistas prevêem que a situação só deve melhorar em 2009 e, pelo jeito, eles estão certos. Espero que não otimista.

Elo quebrado… McCain troca Embraer

McCain desembarca do Avião

Um dos elos do senador pelo Arizona John McCain com o Brasil foi quebrado. O avião Embraer 190 que o republicano usava em sua campanha à presidência dos Estados Unidos foi substituído por um Boeing 737-400. Na mudança para o modelo maior, o provável candidato reclamou da falta das TVs individuais por assento (que estavão presentes no 190 contratado da área JetBlue - àquela que o dono fundou a Azul no Brasil). O Boeing foi estreado durante viajem do republicano para a Colômbia no dia 30 de junho.

Onibus do McCainO novo avião, este comprado pela campanha, é uma ‘réplica’ do ônibus “Straight Talk Express” (Expresso da Conversa Franca), que ele usou na campanha de 2000 - para disputar a indicação do partido com George Bush - e também tem usado este ano para entrevistas.

Só um comentário, a compra do Boeing pode ser uma tentativa de apagar, ou esconder, as rusgas com a empresa de aviões americana. Em 2007, conselheiros de McCain fizeram lobby para a européia Airbus em um contrato de US$ 35 bilhões da Força Aérea Americana. Ainda no ano anterior, o senador pelo Arizona foi decisivo ajudar a bloquear um contrato precendente da Boeing para o avião-tanque, e estimulando uma nova licitação que incluiu a Airbus. Na época, o republicano negou o lobby para a empresa européia e declarou ser a favor da livre da concorrência. Mais um ponto para ele!.

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