Cerca de duas semanas. Esse é o tempo que me separa do que seria o aniversário de um ano sem atualizações deste Blog… No entanto, em edição especialissíma, venho comemorar a minha libertação por quase um ano. Agora, de Orkut, Facebook e Twitter atualizados é hora de voltar para comentar tudo que precisa e não ser comentado aqui, ou se assim eu decidir, somente pelo twitter… ainda tenho duas semanas para pensar sobre isso!
O Cavaleiro das Trevas, Ledger e o recorde
Publicado Julho 19, 2008 Entretenimento Deixar um Comentário
Esta sexta-feira, 18, fez a alegria de muitos fãs nos Estados Unidos: do Batman e do Heath Ledger. A estréia por aqui marcou o faturamento recorde de US$ 66,4 milhões. Isso mesmo, esse foi o valor de um dia só nos EUA! Ainda resta esperar pelo recorde do primeiro fim de semana.
O recorde anterior era de outro super-herói, o Homem-Aranha 3, que ano passado chegou a US$ 59.8 milhões na estréia e um total de US$ 151.1 milhões durante todo o primeiro fim de semana de exibição. Os próprios produtores admitem que a precoce morte do ator que interpreta o Coringa é um dos fatores que impulsionaram o filme.
Pelo o que vi, li e ouvi por aí, a interpretação de Ledger realmente é um dos pontos fortes do filme. Nessa versão, o Coringa volta à um status obscuro e muito mais assustador do que no anterior, feito pelo ator Jack Nicolson.

Apartir desta segunda-feira vou tomar Budweiser aqui nos Eua com um gostinho especial. A compra da controladora da marca, Anheuser-Busch, pela belgo-brasileira InBev foi confirmada nesta segunda-feira, 14, por US$ 52 bilhões e de quebra se tornou a maior empresa de cervejas do mundo. A multinacional presente em 130 países foi formada pela fusão da brasileira Ambev com a InterBrew, mas é comandada por um grupo de brasileiros, liderados por Carlos Britto. No exterior é considerada simplesmente belga. Até hoje não entendi essa fusão, ou aquisição, mas o importante é que a Bud é nossa!!

Tem coisas que me assustam. Uma delas é ler análises em jornais internacionais sobre o Brasil. A última delas foi ler uma “Análise sobre os Brics e a democracia”, no parisiense Le Monde. Para tentar criar relações além da econômica entre esses países (Brasil, Rússia, Índia e China), o cronista Françoise Lazare resolve generalizar a situação política do grupo e desdemocratizar o Brasil, o qual avalia ter uma regime “falho”.
Não sou especialista em Brics, mas a China todos sabem ser uma ditadura (das sanguinárias), a Rússia está bem próxima disso depois de oito anos sobre Putin e Índia não parece muito melhor. Ou seja, nenhuma delas está nem próxima da democracia brasileira, onde nos últimos 20 anos um presidente foi deposto, dois reeleitos e a liberdade de expressão é razoávelmente universal. Mas um detalhe, os RIC (do Bric) estão todos na Ásia e fazem fronteira entre si (Rússia com China, e a China com a Índia).
Mas, no final, Lazare está perdoado porque mostra não fazer idéia sobre oque escreve. Sua avaliação ao Brasil para mostrar o lapso democrático é que “permanece marcado pelas desigualdades insolentes entre ricos e pobres”. Okay. Isso é um desafio social e econômico, mas não institucionalmente democrático, mas é principalmente leviano para ser a base de comparação da segunda maior democracia do mundo com esses outros países.

Se você ainda acha que Barack Obama é a melhor opção para ser presidente dos Estados Unidos, gostaria que reconsiderasse com o que vou relatar a seguir. O senador por Illionois classificou a possível venda da Budweiser ao grupo belgo-brasileiro InBev como uma “vergonha” durante visita nesta segunda-feira, 7, a sede da empresa em St. Louis, no Missouri . É claro, que ser brasileiro conta negativamente neste texto, mas vai muito além disso. Mostra o nível de provincialismo do democrata e – para quem têm visão crítica suficiente – abre também uma janela para mostrar como ele vai comandar a Casa Branca. Como declara publicamente, vai manter, ou até aumentar, subsídios e – porque não – criar mais barreiras para proteger o mercado interno americano. Já foi claro que vai ser assim com o Etanol Brasileiro. A verdade é que isso seria aceitável para muitos lugares do mundo, mas não para os EUA, que espalha suas marcar pelo mundo afora e que tem um PIB quatro vezes superior ao segundo colocado (que é o Japão). Protecionismo e populismo não combinam com a natureza americana.
Voltando a Budweiser, que recebeu uma oferta não-solicitada dos brasileiros, o virtual candidato negro disse que a Anheuser-Busch (que fabrica a Bud) deveria ser comprada, se fosse o caso, por outro conglomerado americano. A frase dele foi: “Eu acho que seria uma vergonha se a Bud fosse de um proprietário estrangeiro”. Eu acho uma vergonha ter um presidente com comportamento xenofóbico, prepotente e despreparado. Concordo com oque disse Bill Clinton antes de Hillary Clinton, sua esposa, ser vencida pelo senador de Illionois para indicação do partido: “Obama é um risco”.

Começou nesta segunda-feira, 7, começa a reunião dos bam bam bam do G8 (Oito mais mais INDUSTRIALIZADOS do mundo). Na pauta, os criadores devem discutir as suas criaturas: a escalada dos preços dos alimentos e do petróleo – uma parcialmente parte da outra – e as mudanças climáticas com a Rodada de Doha. Vai ser muita conversa, e pouco resultado.
O petróleo é uma das principais preocupações dos Estados Unidos (entre 4 de julho de 2007 e de 2008, o preço passou de US$ 3,15 para US$ 4,15), mas a imprensa local ainda culpa a alta pela falta de produção. Completa besteira. O motivo dessa escalada são os especuladores – majoritariamente americanos – que descobriram a commodity como uma fonte fácil de dinheiro. Só para completar, daí vêm representante besta de Banco da União Európeia é diz que não como controlar a produção mundial, pela negativa dos membros da Opep em aumentar a oferta.
A Crise dos Alimentos é outra criada pelos ricos. Mais uma vez os capitaneados pelo presidente George Bush e seu biocombustível feito de milho, que é acusado de aumentar o preço dos alimentos em até 75%. O problema é que a demanda é enorme (o etanol é misturado a 10% a gasolina), a produtividade é pouca e por isso os subsídios são extratosféricos. Para se ter uma idéia, o milho americano é tão barato que acabou com a produção mexicana e de outros países central-americanos, que não podendo competir simplesmente pararam de produzir. Isso só falando do milho. Já a Europa, berço da maioria dos países e observadora do encontro com a UE, não cede nem subsídios, nem nas barreiras impostas aos produtores emergentes. Sem competitividade para exportar, muitos países perdem seu potêncial de produzir por não ter para condições de vender.O resultado está nas gôndolas dos supermercados.
A Rodada de Doha eu me nego a comentar. Os Eua sempre foram os mais irresponsáveis (e não pense que o novo presidente, seja Obama ou McCain, vão melhorar muito isso) e se negam a se comprometer com a redução dos Gases do Efeito Estufa. Lembre-se que os nossos irmãos norte-americanos, apesar de não se comprometerem com nada, são os primeiros a defender intervenções internacionais na Amazônia. Eu digo que em algumas décadas se conseguirem “comprovar” através da CIA que o Governo verde-e-amarelo têm qualquer problema é o novo Iraque. Falando em Brasil, no último dia os líderes G5, os emergentes Brasil, India, China, México e Africa do Sul são os convidados. Ainda nesta segunda, 7, Eua e Itália se oposurem a integrar essas nações emergentes ao G8.
A “tempestade” que quer varrer o etanol, acusado pela alta mundial do preços dos alimentos, ainda esta aí, mas o tempo parece ter melhorado e muito para àquele feito no Brasil de Cana-de-Açucar. Segundo matéria publicada pelo jornal britânico “The Guardian”, nesta sexta-feira (4), os biocombustíveis “causaram o aumento dos preços mundiais dos alimentos em 75%, de acordo com levantamentos do Banco Mundial”. A ressalva fica mais embaixo, que a produção brasileira não tem impacto tão dramático.
A situação é pertinente para o presidente Lula que, entre os dias 7 e 9, participa da reunião do G8 e tem entre suas principais metas a defesa do Alcóol combustível brasileiro e o clamor por avanços na Rodada de Doha. A bem verdade é que se vencida essa recente batalha, essa “Era do Etanol” pode ser um dos grandes marcos dos oito anos do Petista no Governo. Durante a cúpula, o presidente dos Eua George Bush pode anunciar a suspensão ou redução da sobretaxa cobrada para o biocombustível vindo dos canavais brasileiros.
Ainda segundo o estudo citado pelo “The Guardian, a inflação mundial dos alimentos foi de 140% entre 2002 e fevereiro deste ano. A alta dos preços de energia e fertilizantes foram responsáveis pelo aumento por outors 15% dos preços dos alimentos.
Hoje resolvi trazer uma tabela de comparação entre os etanóis feitos aqui nos Eua e no Brasil:
Rodando por ai, encontrei o site “Pérolas do Orkut” e resolvi reproduzir aqui no blog um dos maiores assassinatos que já vi da língua inglesa. Se não é uma piada, parabéns para o cara que escreveu isso por admitir sua completa e total ignorância sobre a língua.


O etanol brasileiro pode ser o grande campeão, nos Estados Unidos, da crise dos alimentos e da alta do preço do petróleo. Já correm pelo Congresso iniciativas para reduzir ou até mesmo suspender – por tempo determinado – a sobretaxa de US$ 0,54 por cada galão verde e amarelo que entra nos EUA. Alguns querem que a tarifa seja reduzida para US$ 0,45 para assim igualar-se nonimalmente ao subsídio dado pelo Governo Americano ao nada eficiente biocombustível feito de Milho (do qual, a terra do Tio Sam é maior produtor e consumidor global). A outra proposta é a suspensão para tentar aliviar a alta da gasolina (que tem adição de 10% de etanol por aqui) e devido a quebra de safra do milho causados pelas enchentes no sul do país.
O senador republicano Richard Lugar (Indiana) quer que o presidente George Bush aproveite a reunião do G8, de 7 a 9 de julho, para “demonstrar liderança e suspender a tarifa sobre o álcool brasileiro”. Se acatar o pedido do parlamentar, Bush poderá comunicar diretamente ao presidente Luis Inácio Lula da Silva, que participa do encontro no Japão.
A mudança na tributação, temporária ou definitivamente, também são defendidas no Senado pelos democratas Dianne Feinstein (Califórnia) e Maria Cantwell (Washington) e o republicano Judd Gregg (New Hampshire). Como já comentamos, o maior defensor do etanol do Brasil é o candidato republicano John McCain, que quer zerar a sobretaxa – oque consta inclusive no proposta para o plano de governo.

Quando se pensa em felicidade, qual seria o primeiro país que vem a sua cabeça? O próprio Brasil, talvez a Espanha ou o México. Nenhum deles está nem sequer na lista dos 10 primeiros. A nação mais feliz do mundo é a Dinamarca (foto), com sua democracia monárquica e igualdade social. Há se meus antepassados soubessem disso há mais de cem anos, antes de migrar desse país europeu para o Brasil. Em segundo ‘feliz’ está Porto Rico, seguido por Colômbia, Islândia (?) e Irlanda do Norte.
Na lista, o “país da alegria” Brasil aparece só em 30º. lugar, depois de países como México (18º.), Venezuela (23º.), Trinidad (24º.) e Nigéria (29º.). A infelicidade do povo brasileiro deve ser com a seleção de futebol e seus recentes vexames (como empatar com a Argentina, ainda aceitável, e perder por 2 à 0 contra o Paraguai). Felizmente a Argentina (32º.) não está antes do Brasil e o Paraguai nem aparece na pesquisa.
Os cinco mais infelizes (com notas negativas) são Zimbabué (o grande campeão ao inverso, na foto), Armênia, Moldávia, Bielorrussia e Ucrânia.
Clique Aqui para ver a lista completa dos países mais e menos felizes do mundo.
A Pesquisa de Valores Mundiais foi divulgada nesta terça-feira, 1 de junho, pela Rede Mundial de Cientistas Sociais, que realizou o estudo entrevistando 350.000 pessoas em todo o mundo.
